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O tal jogo da batatinha frita

16 de novembro de 2021 — Entretenimento

Finalmente assisti o tal do Jogo da Lula. Eu e meu namorado não aguentávamos mais ver referências a essa série em todo canto e resolvemos assistir de uma vez para ver se é bom mesmo como as pessoas falam. Como a boa dorameira que sou, obviamente não foi o meu primeiro contato com produções coreanas. Contudo, admito que foi algo meio fora do normal porque estou acostumada com os dramas fofinhos ou com filmes de terror, e Squid Game acabou sendo uma obra à parte.

Não vou me alongar muito em relação ao plot porque acho que, a essa altura, todo mundo já sabe. Um bando de gente ferrada de grana competindo entrei si em jogos mortais para ganhar uma bolada no final, enquanto uma elite se diverte assistindo e apostando. O que me intrigou nessa série foi a ideia de igualdade que eles tanto pregam, o que fez com que algumas cabeças ocas tentassem comparar ao socialismo, quando na realidade existe apenas uma ilusão de igualdade baseada nas “oportunidades iguais” — qualquer semelhança com a nossa realidade não é mera coincidência. Junto disso, tem um suposto processo democrático que consiste em votar sim ou não para o fim dos jogos, ou seja, de democrático também não tem nada, muito parecido com as eleições brasileiras nas quais magicamente um grupo limitado de pessoas deve representar todos os desejos e preocupações da nação. É uma piada, sinceramente.

O fato é que o jogo coloca pessoas completamente diferentes, com habilidades diversas, em uma mesma prova, na qual obviamente um ou outro terá alguma vantagem, seja por porte físico, por experiência com aquele jogo, por ter um bom raciocínio lógico ou até mesmo por simplesmente ser nativo daquele país. Há quem acredite que submeter todas as pessoas às mesmas coisas seja igualdade e justiça, mas eu sinceramente discordo muito.

Uma coisa que eu não esperava é que eu me apegasse aos personagens. Ao final do episódio 6, senti meu coração tão tristinho que pensei que não queria mais continuar a assistir. Não entendam errado, eu adoro ver coisas tristes e é claro que eu estava mais do que avisada do conteúdo desta série, mas por algum motivo desta vez bateu um pouquinho mais forte e eu fiquei mais afetada do que geralmente fico — e, sinceramente, continuo assim, se não nem estaria aqui escrevendo este post.

Confesso não ter entendido muito bem o episódio final e aparentemente terá uma segunda temporada, então nos resta esperar. Eu não costumo acompanhar séries que ainda estão em lançamento então não sei se minha experiência com Squid Game termina por aqui ou não, mas sei que foi uma série que valeu a pena, embora não seja muito o meu tipo de série — o que é bem contraditório tendo em vista que eu sou uma pessoa com gostos meio mórbidos, porém ainda assim não sou fã de battle royales.

P.S.: Quem me conhece certamente vai saber quem foi meu personagem favorito na série. Eu sei, eu sou péssima.


1 resposta em “O tal jogo da batatinha frita”

Olá,

De todo mundo eu nunca assisti a essa série, meu irmão e mãe já maratonaram a série toda na época que lançou, eu ainda não quis ver. huahuahuahuahua
Sou muito preguiçosa para assistir séries. Vejo poucas.
Mas fiquei intrigada com o enredo e suas observações a cerca do dorama. Talvez por ser bem um crítica social, mesmo que bem sangrenta.

KAROLINI BARBARA (BLOG)
@karolinibarbara_

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