Masha Alkhim

Sem categoria / 20 de janeiro de 2021

Sobre não saber como (re)começar

Às vezes nem parece que já passei por este processo milhares de vezes, pois sempre esqueço como fazê-lo. (Re)Começar é sempre uma delícia, mas também é trabalhoso, e no meio de tanta coisa a ser feita eu acabo me perdendo nas minhas próprias intenções, incapaz de dar um primeiro passo.

Quem me conhece há anos sabe o quanto eu me empenho nesse negócio de manter um blog — talvez não pareça, porque as postagens podem sofrer longos atrasos, mas estou sempre mexendo em alguma coisa ou outra no meu cantinho pessoal na internet. E algo que sempre foi um sonho foi conseguir aprender a desenvolver temas para WordPress, que muito se assemelham a um bicho de sete cabeças aos novatos.

Ainda estou longe de conseguir desenvolver um tema completo e cheio de funções bacanas e bonitas, mas encontro-me feliz por, ao menos, ter conseguido fazer alguma coisa sem precisar utilizar o código base de ninguém. Foram dias tentando desenvolver um tema que eu gostasse e que refletisse meu gosto estético. Não vou mentir: sinto que falhei. Porém, ao mesmo tempo, sei também que este não é um tema padrão, que você encontra em qualquer website na internet. Por conta disso, sinto-me relativamente orgulhosa.

Acho importante ressaltar que agora estou atendendo pelo pseudônimo Masha, inspirado no apelido russo. Um dia, conversando com o pessoal do Together, a Shana disse que preferia usar um pseudônimo até mesmo para evitar que pacientes a encontrassem na internet. Começo a atender na clínica este ano, e achei que seria bacana adotar uma medida parecida — afinal de contas, imagina se um paciente meu acaba encontrando este cantinho? Não seria bom, porque eu tendo a me expor bastante aqui, e o paciente ter este tipo de conhecimento pode trazer interferências na relação terapêutica, o que eu gostaria muito de evitar.

Não sei até que ponto usar o pseudônimo vai me manter escondida, até porque não pretendo deixar de mostrar meu rosto neste blog ou nas redes sociais em que usarei este nome. No entanto, sei também que não sou uma blogueira famosa e as chances de alguém encontrar este blog ao acaso são baixíssimas, então está tudo certo. Hooray.

Por fim, espero que eu consiga levar este blog de forma tranquila. Sei que vou me estressar, como sempre me estresso, me cobrando para postar ou para fazer alguma coisa que reflita melhor quem eu sou — pois sempre acho que, apesar da superexposição que faço aqui, nunca está exposto o suficiente, e eu preciso me esforçar mais. Espero conseguir fazer posts leves, tranquilos de escrever e de se ler, e que quem resolva dedicar alguns minutinhos de sua vida para ler o que escrevo, ao menos saia daqui sentindo que não foram minutos perdidos… Mas, talvez, eu esteja pedindo demais.

É aquela velha história; sou responsável apenas pelo que falo, não pelo que o outro entende. E, mesmo assim, insistimos em tentar fazer o outro ver o mundo como vemos. Que vida, não é mesmo?